Nem a Oracle quer slop: Projeto OpenJDK também rejeita código gerado por IA

distopia, desenvolvedores

Via James Benett chega a notícia de que a Oracle – que investe milhões para convencer seus clientes a usarem IA – também proíbe contribuições baseadas em LLM para um de seus principais projetos open source: o OpenJDK.


Logos da Oracle e do OpenJDK

A política em vigor, aprovada pela governança interna, não deixa a menor dúvida:

As contribuições na comunidade OpenJDK não poderão incluir conteúdo gerado, parcial ou totalmente, por LLMs, diffusion ou sistemas similares de deep-learning. O conteúdo, neste contexto, inclui, entre outros, código-fonte, texto e imagens em repositórios git do OpenJDK, pull requests no GitHub, mensagens de e-mail, páginas wiki e chamados do JBS.

Essa política ainda é a versão preliminar, enquanto a Oracle, no seu papel de patrocinadora corporativa da Comunidade OpenJDK, elabora uma política mais completa limitando o uso de ferramentas de IA generativa nas contribuições ao OpenJDK.

Referência: James Bennett: "I just learned that Oracle, wh…" - Infosec Exchange

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 30/07/2026

Liberdade no FreeBSD: Ops! Ainda tinha alguns trechos sob licença GPL

copyright

Via @grahamperrin@bsd.cafe chegou a informação de que as notícias sobre o fim do código GPL na base do FreeBSD foram precipitadas: ainda há alguns fragmentos (sob licença dupla) em drivers.


Logo do FreeBSD

O Fossforce tem mais detalhes, incluindo a referência sobre qual o driver da Qualcomm que ainda afasta do FreeBSD o atestado de ausência de código GPL na sua base.

Referência: VISITE O DECORADO: "@grahamperrin interessante!" - Arram, senta lá, Cloud!

Leia também: FreeBSD 16 conclui com sucesso a remoção de todo o código GPL do seu sistema-base.

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 30/07/2026

Abaixo o slop: GCC também vai rejeitar código gerado por IA

distopia, desenvolvedores

A família de compiladores GCC se une à lista de projetos que decidiram rejeitar contribuições significativas (no sentido de direitos autorais) derivadas de IA/LLM, com exceções específicas: alterações triviais, e casos de teste.

Pelas novas regras, o GCC passa a recusar quaisquer contribuições que incluam material protegido por direitos autorais (ou seja, código significativo) e produzido por um LLMs ou baseado em resultados gerados por LLMs.


Foto de bombeiro apagando incêndio em um container de lixo

Essa definição abrange não só código copiado diretamente de ferramentas como ChatGPT, Gemini ou GitHub Copilot, mas também quaisquer versões desse código posteriormente editadas ou reescritas por uma pessoa, caso a contribuição final ainda seja baseada no material gerado pelo sistema.

Referência: GCC Adopts Policy Rejecting Significant AI-Generated Code

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 30/07/2026

Campanha de apoio ao youtuber brasileiro Slackjeff, que teve seus equipamentos furtados

comunidade

Enviado por André Machado (andremachado⸱socialθoutlook⸱com)

O produtor de conteúdo Slackjeff teve sua casa assaltada e todos os seus equipamentos de trabalho subtraídos. Ele pede ajuda com doações através de uma chave Pix, divulgado no seu canal, pelo link abaixo.


Banner do canal do SlackJeff

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 30/07/2026

Slop: Debian vai votar sobre passar a recusar códigos gerados por IA

distribuicoes, distopia

Enquanto torcemos para que os desenvolvedores do Debian escolham a opção obviamente correta, o projeto abriu a discussão de uma Resolução Geral sobre "Uso de LLM no Debian", já em andamento.


Bombeiros apagando um incêndio num container de lixo

No momento há 4 alternativas identificadas, cada uma com detalhamento e argumentação:

  • Proposta A - Proibir expressamente quaisquer contribuições para o Debian escritas com o uso ou assistência de LLMs ou outras ferramentas de IA generativa.
  • Proposta B - Permitir contribuições assistidas por IA.
  • Proposta C - Rejeitar LLMs ("IA" generativa) tanto quanto for viável
  • Proposta D - Aceitar contribuições de IA para trabalhos específicos do Debian

A página da Resolução Geral traz o detalhamento, inclusive quanto a minúcias que fazem diferença profunda na interpretação – por exemplo, sobre como cada proposta se aplica a código upstream, ou seja, recebido de outros projetos.

Referência: General Resolution: LLM usage in Debian

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 27/07/2026

Ubuntu planeja se livrar do arquivo /etc/debian_version

distribuicoes

O projeto Ubuntu tem uma pendência mapeada desde 2005 para deixar de distribuir o arquivo /etc/debian_version, que é recebido do Debian que fornece os pacotes e, na prática, apenas indica a versão de desenvolvimento do Debian Sid da qual os pacotes chegaram.


Transição do logo do Debian para o do Ubuntu

O grande problema prático de manter esse artefato histórico no /etc é que, embora esse arquivo não seja indicado como fonte para identificar qual o nome e versão da distribuição que está em uso, há softwares e ferramentas que o usam assim, e acabam trabalhando com informações imprecisas ou mesmo erradas.

Agora, 21 anos depois dessa percepção, o desenvolvedor Benjamin Drung planeja resolver a questão definitivamente, por meio da remoção.

Vale lembrar: a fonte boa para obter as informações sobre distribuição e versão é o arquivo /etc/os-release, ou alternativamente o comando 'lsb_release -a'.

Olhei no servidor mais próximo rodando Ubuntu por aqui, que está rodando um LTS do Ubuntu 22.04, e seu /etc/debian_version indica 'bookworm/sid' (corretamente, mas também erroneamente).

Referência: Ubuntu Linux Looking To Get Rid Of /etc/debian_version Historical Artifact - Phoronix

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 27/07/2026

Mainstream OS: distribuição Arch + Hyprland com cara de MacOS

distribuicoes


Desktop do Manistream OS

Enviado por Marcelo Teixeira (lixoatomicoθprotonmail⸱com)

Mais uma distribuição com Arch+Hyprland? Acho que não. Lindíssima! Mas... Pesada...
https://mainstreamos.org/

“Mainstream OS – Arch, acessível. Hyprland, em casa. - Arch sob o capô, Hyprland na superfície e o polimento do macOS na parte superior - um desktop aberto, que parece perfeito, seja seu primeiro Linux ou o décimo. Nada precisa de terminal; nada não pode ser desfeito.”

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 27/07/2026

Xô slop de IA: Codeberg se une ao time dos que rejeitam vibe coding

comunidade, desenvolvedores

Em uma votação que durou 14 dias, os integrantes do Codeberg decidiram, por 358 a 144 votos, que seus repositórios não aceitarão mais hospedar projetos criados via vibe coding.

Embora muitas vezes bem intencionado, compartilhar o resultado de um prompt e chamá-lo de “software gratuito” não torna o mundo um lugar melhor. O Codeberg não é e não quer ser um lugar para despejar software gerado dessa forma, de uso único, que ninguém mais irá olhar.

(...) Para nós, parece ridículo ver projetos com um único desenvolvedor, e praticamente nenhum usuário, consumindo tanto ou até mais recursos do que alguns dos maiores projetos comunitários no Codeberg, que operam frugalmente com CI/CD e recursos de armazenamento. Não acreditamos que seja razoável que Codeberg invista o precioso dinheiro de doações, na hospedagem de grandes projetos fantasmas. (...)


Logo do Codeberg e uma placa de proibição de IA

Eles também decidiram que sua posição oficial é :

não utilizar o código ou dados de projetos e usuários para treinar ferramentas de “Inteligência Artificial”, como Large Language Models (LLMs), cujo objetivo é criar saídas modeladas a partir das entradas que recebem como treinamento. Como associação, acreditamos que estas tecnologias são incompatíveis com a criação e manutenção responsável de software livre e de código aberto.

Referência: Protecting our FLOSS commons from LLMs — Codeberg News

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 23/07/2026

Burnout de gestão: a crise de liderança no Jellyfin, alternativa ao Plex

comunidade

O simpático Jellyfin é uma das boas alternativas1 ao Plex para quem quer hospedar sua própria coleção de filmes, séries, músicas e mais, mas passa por uma crise cada vez mais comum.


Logo e print do Jellyfin

Liderar projetos desenvolvidos comunitariamente envolve bastante stress e cobrança, e demanda apoio e renovação que frequentemente ficam ausentes. No caso do Jellyfin, o stress acumulado levou ao recente aviso dos mantenedores centrais, de que estão largando os tacos.

Poderia ser pior: a saída deles é amigável, e eles estão contribuindo na transição. Mas a situação é indesejada para qualquer projeto: mantenedores exaustos, como se pode verificar no relato do (agora ex-) líder do projeto:

Para mim, pessoalmente, era hora de mudar. Eu simplesmente não conseguia mais emtregar o esforço que a função exigia e, portanto, não estava desempenhando minhas funções em um grau aceitável, enfrentando grave esgotamento e riscos para minha saúde mental. Era hora de se afastar.

Desejamos uma transição tranquila e continuidade do sucesso ao projeto e, principalmente, aos mantenedores, que já deram sua contribuição e merecem reconhecimento e acolhimento.

Referência: Plex's Open Source Alternative Jellyfin is Having a Leadership Crisis

 
  1.  Já testei e gostei, mas acabei preferindo o Emby.

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 23/07/2026

WP2Shell: a nova vulnerabilidade grave do WordPress já está sendo explorada ativamente

seguranca

A nova falha grave do WordPress, que noticiamos no final de semana, já está sendo explorada ativamente, e tem potencial para ser um longo pesadelo coletivo.

Isso porque a falha permite a qualquer pessoa executar comandos no servidor rodando o WordPress com a falha, sem precisar autenticar - e há literalmente centenas de milhões de sites com WordPress na Internet.


Um cadeado estilizado

Muitos deles serão atualizados, mas muitos outros não serão, e os bots que identificam e comprometem os servidores vulneráveis já começaram a ser detectados no sábado - mesmo dia em que publiquei o post aqui no BR-Linux.

As versões afetadas são o WordPress 6.9.0 a 6.9.4, 7.0.0 e 7.0.1. Se você tem uma dessas, o ideal é fazer o upgrade imediato para 7.0.2 (lançado na sexta-feira para corrigir o bug) ou o 6.9.5

Referência: WP2Shell WordPress Vulnerabilities Exploited in the Wild - SecurityWeek

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 21/07/2026

“Nem a Microsoft conseguiu rodar bem o Windows 11 em 8GB de RAM”

mercado

A oportunidade para o Linux no desktop, representada pela transição recente do Windows 10 para o Windows 11, ganhou mais força com a distópica escassez de RAM, que agora faz a Microsoft fingir que seu novo sistema roda bem em laptops com só 8GB de RAM.

Claro que usuários motivados conseguem rodar esse pesado sistema com até menos, dependendo do que forem fazer. Mas a empresa passou muito tempo mirando em uma configuração mínima de 16GB, mas agora que RAM passou a ter preço de ouro, mudou o discurso, e passou a dizer que um laptop de 8GB com Windows 11 será “ótimo para uso diário, como navegação, streaming, trabalhos escolares e aplicativos de produtividade.”


tela de travamento do Windows 11

O site The Verge resolveu testar a afirmação, e a conclusão foi: trava demais. Ou, como diz o título do artigo, “Nem a Microsoft conseguiu rodar bem o Windows 11 em 8GB de RAM”.

Eles fizeram o teste no novo Surface Laptop, da própria Microsoft, em sua configuração oficial com 8GB de RAM. E aqui está o resumo da qualidade da experiência:

O Surface Laptop travava desse jeito, por alguns segundos, várias vezes ao dia, mesmo quando eu achava que não estava forçando muito. Tive esses congelamentos temporários enquanto trabalhava em alguns arquivos no Google Docs – sem nenhuma chamada do Teams em execução ou qualquer transmissão em segundo plano. Em média, são apenas algumas vezes por dia, mas ainda é muito frequente.

Definitivamente, quando a experiência de usuário é melhor com outro sistema operacional, rodando em um computador de 3 ou 4 anos atrás, do que com o sistema operacional mais recente, no laptop mais recente, há uma oportunidade no mercado a ser aproveitada por quem não fornece esse sistema mais recente.

Referência: Even Microsoft couldn’t make Windows 11 work well on 8GB of RAM | The Verge (ou via archive,ph)

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 21/07/2026

Falha crítica no NGINX pode tirar o servidor do ar e está no código há 15 anos

seguranca

A vulnerabilidade CVE-2026-42533 no NGINX pode permitir que um invasor remoto e não autenticado sobrecarregue um buffer, levando a uma negação de serviço (DoS) e, teoricamente, à possibilidade de execução remota de código.


logotipo do nginx

A falha está presente em mais de uma década de versões do NGINX, desde março de 2011, quando foi adicionado o recurso de expressões regulares na diretiva 'map'. É por isso que a lista de versões afetadas é enorme: 0.9.6 a 1.30.3, todas até 1.31.2, R33 a R36, e 37.0.0.1 a 37.0.0.2 (dependendo de qual série você usa). Produtos derivados, como NGINX Ingress Controller, Gateway Fabric, App Protect WAF e Instance Manager, também podem estar vulneráveis.

As versões com a correção são: 1.30.4, 1.31.3, R36 Patch 7 e 37.0.3.1.

Mas atenção: como a falha é dependente da configuração, é possível que um servidor que roda uma versão afetada não esteja exposto à vulnerabilidade (o que não é razão para adiar a correção, naturalmente).

Referência: CVE-2026-42533: 15-Year-Old NGINX RCE Vulnerability Explained | The CyberSec Guru

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 20/07/2026

Continua a treta entre GNOME Calendar e Linux Mint - e desta vez dou razão aos devs

distribuicoes, comunidade

Um desenvolvedor do GNOME Calendar reavivou a brasa de uma discussão de meses com o Linux Mint sobre pacotes desatualizados, links de suporte e marcas.

São frequentes os conflitos de interesse entre os desenvolvedores e os distribuidores de software, porque o que é conveniente para um dos lados muitas vezes é inoportuno para o outro.

É precisamente o caso: o Linux Mint obtém seus pacotes via Ubuntu LTS, e assim costumeiramente distribui versões antigas de aplicativos (como o GNOME Calendar), contendo bugs e problemas já corrigidos pelos desenvolvedores (em versões lançadas meses ou anos depois daquela).

Acontece que os usuários do Mint (com razão!) percebem essas falhas do aplicativo, e usam os links de contato da documentação dele para entrar em contato com os desenvolvedores, pedindo solução ou suporte, o que os onera longamente com esse atendimento, além de causar um dano desnecessário à sua imagem.


Logo do Mint chegando em um painel do GNOME Calendar

Segundo o relato do desenvolvedor em questão, isso acontece desproporcionalmente com os usuários do Mint, apesar de serem as mesmas versões empacotadas por outras distribuições (como o Ubuntu LTS).

O desenvolvedor agora classifica o Mint como uma distribuição "hostil", após meses de tratativas em que o Mint responde apenas com versões repaginadas da mesma afirmação: "a gente pega os pacotes do LTS da outra distribuição e temos nossos problemas". Os distribuidores do Mint estão, naturalmente, exercendo um direito dado pela licença, de distribuir qualquer versão que queiram, mesmo se isso onerar desmedidamente os desenvolvedores, que também tem outros problemas.

Claramente a comunicação não está funcionando, e o que havia de reserva de empatia nesse relacionamento também já acabou. Aguardaremos, portanto, os próximos capítulos.

Referência: Linux Mint and GNOME Calendar Clash Resurfaces Months Later

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 20/07/2026

Vendefoul: Distribuição baseada em Devuan, sem systemd, com Xlibre no lugar do Xorg

comunidade, distribuicoes

Quem já usou está convidado a comentar suas impressões!

Enviado por Marcelo Teixeira (lixoatomicoθprotonmail⸱com)

“Projetado para qualquer computador moderno e sistemas mais antigos com RAM limitada, sempre com arquitetura de 64 bits. Uma versão ideal para revitalizar hardware limitado, combater a obsolescência programada e proteger o meio ambiente. A fluidez e velocidade do sistema se devem ao baixo consumo de recursos dos ambientes desktop selecionados e otimizados.”


Desktop da distribuição

“Vendefoul Wolf Excalibur GNU/Linux é uma distribuição completa e gratuita disponível em todas as suas versões e ambientes desktop. Pronto para usar imediatamente (impressoras, Bluetooth, etc.) com consumo mínimo de recursos. Não inclui telemetria ou inteligência artificial integrada. Ele vem com uma seleção selecionada de software para ajudá-lo a ser produtivo desde o início em um ambiente intuitivo e personalizável. Perfeito para migrar de qualquer outro ecossistema.”

“Baseada no Devuan 6 (um fork do Debian 13), ela apresenta o kernel vendefoul personalizado, XLibre (um fork do Xorg) e OpenRC por padrão. SysV ou Runit são opcionais. Ideal para Live-USB ou uso persistente, bem como para instalações completas.”

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 20/07/2026

Conhecendo o ecossistema Nextcloud

Enviado por Filipe Saraiva (filipeθsaraiva⸱tec⸱br)

Nextcloud, o popular software livre de nuvem, hoje é um ecossistema completo com vários aplicativos que expande para funcionalidades como calendários, agenda, gerenciamento de projetos e outros.


Tela de login do NextCloud

Escrevi um post descrevendo alguns desses aplicativos que uso diariamente na minha rotina. Tenho usado o Nextcloud por muitos anos, imagino já quase beirando os 15 – comecei ainda no ownCloud.

| Link para compartilhar
Por Augusto Campos | 20/07/2026